Contra o lesbianismo

Maio 1, 2008

Quem vive na ilha de Lesbos é o que? Lésbica? Lésbico? Acredite. Os gregos que nasceram nessa ilha perto da Turquia se incomodam com isso. E já tem até um movimento querendo mudar o nome da ilha pra Mytillini, o mesmo o nome da capital.

Lesbos era a terra de Safo, uma mulher rica, mas não muito bonita, que escreveu poemas contando sua amizade colorida com suas alunas mais novas. Safo as ensinava a dançar, cantar e seduzir, para que pudessem melhor agradar seus futuros maridos. A história está no livro O Calcanhar do Aquiles. Os versos de Safo ficaram famosos no mundo inteiro e criou-se então o termo lesbianismo, para designar as relações entre mulheres.

Os habitantes da ilha agora querem proibir uma organização gay e todo mundo de usar o termo lesbianismo. Não vão conseguir.

Aqui vai o link da matéria na BBC:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7376919.stm


Foi idéia dos nazistas

Abril 10, 2008

Chegada da tocha em Berlim

Em meio às confusões geradas pela passagem da tocha olímpica, a BBC lembrou que o costume de acender a tocha em Olímpia e fazê-la rodá-la por vários países foi idéia dos nazistas. A primeira vez que isso ocorreu foi em 1936, nas olimpíadas de Berlim. “A idéia se encaixava perfeitamente com a crença nazista de que a Grécia Antiga foi uma precursora do Terceiro Reich”, diz a matéria. A cobertura do evento foi elaborada por Josef Goebbels.

Aqui, o link:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7330949.stm

 (O post foi sugestão do Alexandre Salvador. Valeu!)


Cirurgia no cérebro

Março 14, 2008

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Arqueólogos encontraram o esqueleto de uma jovem de 25 anosna Grécia. Ao olhar uma fenda em seu crânio, concluíram que ela fora submetida a uma delicada cirurgia cerebral. Ela morreu durante o procedimento logo depois. Os ossos datam de 1800 anos atrás. A matéria do Los Angeles Times, contudo, fala que esse tipo de cirurgia ocorre na Europa há 5000 anos!

Aqui, o link do Los Angeles Times:

http://www.latimes.com/news/science/la-sci-surgery15mar15,1,2059397.story

Cirurgias no cérebro eram praticadas por Hipócrates. No livro O Calcanhar do Aquiles, escrevo sobre o assunto na página 160.


Sai daqui, seu tarado!

Março 13, 2008

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Afrodite, toda curvilínea, não está a fim de ceder aos desejos de Pan. Sua arma é um chinelo, no estilo Havaianas, que ela segura no alto enquanto olha para ele. Eros (Cupido) voa sobre eles e parece tentar unir os dois. É certo: Pan vai levar uma baita chinelada.

Essa cena foi congelada na minha escultura preferida. Tá no Museu Arqueológico Nacional, em Atenas.  É do tempo de Alexandre, o Grande. Aí em cima, para vocês.


Como eles corriam?

Dezembro 20, 2007

Tá lá, no O Calcanhar do Aquiles, sobre os corredores:

“Os atletas iam na ponta dos pés, elevavam os braços acima dos ombros e também puxavam os joelhos para cima.”

Como dá para saber isso? Difícil… Mas a pista está nos vasos que os gregos pintaram. Este da foto está no Metropolitam, de Nova Iorque. É a taça do prêmio das competições Panatenaicas, em Atenas, que ocorriam a cada quatro anos.  Nesse caso, o tema da pintura indica que era para um corredor.

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 Agora é se preparar para a São Silvestre…


Tudo em um só lugar

Novembro 29, 2007

Delfos não é só o oráculo. Na localidade, que fica a duas horas de ônibus de Atenas, havia tudo o que os gregos antigos mais apreciavam. Um teatro, um mercado e um estádio para competições. Na foto abaixo, mais uma dos nossos correspondentes na Grécia, dá para ver o teatro e, logo abaixo, as ruínas do templo, com algumas colunas de pé. No caminho que vai até o templo, mais abaixo, ficavam as lojinhas (não adianta procurar. Quase não dá para ver). A foto foi tirada do ponto mais alto, onde está o estádio.

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Termópilas longe do mar

Novembro 23, 2007

Para quem viu os gregos espremendo os persas entre uma montanha e o mar no filme 300, uma visita ao palco do conflito pode ser decepcionante. O nível da água baixou vários metros na região e não há mais a tal passagem estreita. Se os persas tentassem invadir a Grécia hoje, teriam uma infinidade de caminhos para escolher. Nessa foto feita pelos nossos correspondentes, a área plana que aparece em cor marrom estava anteriormente  coberta pelo mar.

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Penico grego

Novembro 19, 2007

A inventividade dos gregos antigos não tinha limites. Aqui vai uma foto dos restos de um penico, tirada pelos correspondentes deste blog no Museu Arqueológico de Atenas.  

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Neste detalhe, dá para ver como o penico era usado pelos pequenos.

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Ricos e pobres

Novembro 5, 2007

Muito da democracia teve como objetivo reduzir a desigualdade entre os que tinham mais e os que tinham menos. Aristóteles dizia claramente que a soberania deveria estar com a massa do povo, pois se deseja que todos tenham direitos iguais. Enfim, apesar de viverem em uma sociedade escravocrata, alguns gregos ilustres tentaram minimizar as diferenças entre seus cidadães. Péricles foi outro desses. Para ele, todos deveriam participar das assembléias políticas, em que as desavenças poderiam ser resolvidas pelo diálogo. Em um dado momento, Péricles percebeu que, muitos pobres preferiam ficar trabalhando a ir participar das reuniões que não davam remuneração alguma. Em 460 a.C, quando ele tornou-se líder do Partido Popular Democrático, começou a pagar um salário para os principais cargos públicos. Os primeiros a receber foram os arcontes, representantes das nove tribos da cidade que eram eleitos por sorteio. Foi assim que surgiram os funcionários públicos. PS: Meu notebook morreu. Assim, estarei atualizando o blog com alguma dificuldade em novembro. Em dezembro, voltarei com fotos da Grécia, tiradas pelo simpático casal Rubens e Maria Inês, que acabaram de voltar de lá. Tem até foto de penico grego para criança.


Aristófanes, o pacifista

Outubro 24, 2007

Quando alguém fala em pacifistas, em quem você lembra?

Gandhi?

Marther Luther King?

John Lennon?

São esses os nomes que aparecem quando alguém fala de movimento pacifista. Ninguém fala de Aristófanes.

Mas esse grego das antigas — um comediante, olha só – dava um show na hora de atacar os defensores da guerra.

Na sua peça A Paz, o personagem Trigeu vai até os céus para soltar a Paz, ela mesma, em pessoa, que estava presa em uma caverna. Ele sobe voando num besouro e retorna para a Terra com a dita cuja, a Paz.

Depois que ela aterrissa por aqui, fabricantes de lanças, de armaduras, de penachos e de escudos reclamam para o herói, que faz pilhérias dos mesmos. Ameaça transformar um pedaço de armadura em penico. Também ameaça pegar um penacho de capacete para espanador. Como Aristófanes deixava claro, só os fabricantes de armas se beneficiavam da guerra, enquanto os agricultores sempre levavam a pior.

Em outra peça de Aristófanes, Lisístrata, as mulheres decidem fazer greve de sexo para exigir que seus homens desistissem da guerra. E conseguem!

O interessante também é que Aristófanes citava nominalmente nas suas peças os nomes dos atenienses que defendiam a guerra nas assembléias políticas. Desse jeito, fazia o papel de uma espécie de imprensa crítica da época.