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Setembro 18, 2007

É preciso controlar o que as crianças assistem, já dizia o bom e velho Aristóteles.

Sim, o acesso dos pequenos às coisas dos adultos era uma preocupação na Grécia Antiga. Os gregos não falavam de televisão ou de cinema, claro. Falavam das pinturas, das peças de teatro (comédias, principalmente) e das palavras obscenas que os adultos diziam.

O trecho em que Aristóteles fala disso está perdido no livro Política, onde versa sobre as formas de governo, o cidadão perfeito e outras coisas assim. Tá lá o grande sábio dizendo:

 “É razoável afastar das crianças todas as coisas grosseiras que possam machucar os olhos e os ouvidos”.

Ou ainda:

“Desde a mais tenra meninice, os jovens devem jamais tenham a oportunidade de ouvir ou falar essas coisas”, que ele chama de “indecência proposital ou qualquer outro vício”.

Esse controle, segundo ele, deve ser feito até a idade em que as crianças já possam tomar parte nos banquetes onde se tomava o vinho.

E que idade seria essa?

Segundo Platão (essa história está na página 169 do livro O Calcanhar do Aquiles), não se deve dar o vinho para menores de 18 anos, para não se “lançar lenha ao fogo”. Depois disso, dizia Aristóteles, a “educação os colocará ao abrigo desses perigos”.

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