Aristófanes, o pacifista

Outubro 24, 2007

Quando alguém fala em pacifistas, em quem você lembra?

Gandhi?

Marther Luther King?

John Lennon?

São esses os nomes que aparecem quando alguém fala de movimento pacifista. Ninguém fala de Aristófanes.

Mas esse grego das antigas — um comediante, olha só – dava um show na hora de atacar os defensores da guerra.

Na sua peça A Paz, o personagem Trigeu vai até os céus para soltar a Paz, ela mesma, em pessoa, que estava presa em uma caverna. Ele sobe voando num besouro e retorna para a Terra com a dita cuja, a Paz.

Depois que ela aterrissa por aqui, fabricantes de lanças, de armaduras, de penachos e de escudos reclamam para o herói, que faz pilhérias dos mesmos. Ameaça transformar um pedaço de armadura em penico. Também ameaça pegar um penacho de capacete para espanador. Como Aristófanes deixava claro, só os fabricantes de armas se beneficiavam da guerra, enquanto os agricultores sempre levavam a pior.

Em outra peça de Aristófanes, Lisístrata, as mulheres decidem fazer greve de sexo para exigir que seus homens desistissem da guerra. E conseguem!

O interessante também é que Aristófanes citava nominalmente nas suas peças os nomes dos atenienses que defendiam a guerra nas assembléias políticas. Desse jeito, fazia o papel de uma espécie de imprensa crítica da época.

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