Archive for agosto, 2007

Arquipélago leva o Jabuti

agosto 26, 2007

Ótimas notícias!

O livro A Vida Que Ninguém Vê, de Eliane Brum, o primeiro a ser lançado pela minha editora, a Arquipélago, foi vencedor do Prêmio Jabuti 2007. Trata-se da maior distinção do mercado editorial brasileiro.

A Arquipélago, para quem não conhece, é uma editora gaúcha nova, que acabou de fazer um ano. Nesse tempo, publicou quatro livros. E um já ganhou o Jabuti. Não é pouca coisa…

O livro, aliás, é ótimo. Eliane, que já foi repórter do Zero Hora, conta histórias de pessoas que normalmente não aparecem nos jornais, como artistas de rua e carregadores de malas em aeroportos. E tem um estilo de texto delicioso, para ler prestando atenção em cada palavra. Para saber mais, aqui vai o site: www.arquipelagoeditorial.com.br.

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O duelo do Partenon

agosto 25, 2007

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Atena, a deusa da sabedoria, e Posêidon (Netuno), o deus do mar, duelaram para ver quem seria o “padroeiro”, ou protetor, de Atenas. Essa história está no livro O Calcanhar do Aquiles, página 204. Conta um mito que as duas divindades entraram numa disputa para ver quem daria o melhor presente para a cidade. O deus, com seu tridente, fez brotar no alto da Acrópole (cidade alta) um lago de água salgada. Como resposta, Atena fez crescer aí uma oliveira. A rixa foi resolvida no Olimpo, onde os deuses concederam a honra para a deusa da sabedoria. Com isso, tornou-se Atenas Pártenos, a “patrona” da cidade. Daí a palavra Partenon.

Essa foto é de uma réplica do friso do Partenon que mostra o duelo. A réplica está no museu que fica logo atrás do templo.

Olha o umbigo aqui

agosto 25, 2007

Olha o umbigo aqui

Para deixar o blog mais bonitinho…

Começando pelo umbigo

agosto 23, 2007

Estava pensando em uma forma de inaugurar esse blog, quando me veio um estalo. 

Que tal começar pelo umbigo, esse buraquinho estranho tão ligado ao nosso nascimento? 

Taí uma história legal de lembrar. Quem conta essa é Aristófanes, o comediante. O trecho está no livro Banquete, de Platão. É aliás, uma continuação de uma história que está na página 82 do livro O Calcanhar do Aquiles. Primeiro, vou resumir a história que está no livro. Depois, explico a origem do umbigo. Aristófanes conta em O Banquete que, no início, todos os seres humanos eram duplos. Isto é, seres com quatro braços, quatro pernas, quatro orelhas e por aí vai. Havia duplos-homens, duplas-mulheres e duplos misturados (metade homem, metade mulher). Eram extremamente fortes e tinham grandes pensamentos em seus corações. Um dia, tramaram escalar os céus e atacar os deuses que viviam tranqüilamente no Olimpo. Ao tomarem conhecimento do caso, as divindades ficaram em dúvida quanto ao que fazer. Zeus, após muito refletir, teve uma idéia genial: cortá-los em dois. Separados por Zeus, cada um saiu à procura da tampa certa para sua panela. Os que faziam parte de um duplo-homem foram atrás de um homem. Os que faziam parte de um duplo-mulher, de uma companheira. Os que anteriormente eram andróginos compunham a maioria dos humanos.  

Agora vamos ao umbigo.  

Zeus cortou os humanos assim como “cortamos os ovos com um fio de cabelo”. Em seguida, ordenou a Apolo (o deus bonitão da música, do céu azul) que curasse as feridas e que virasse o rosto dos cortados e o pescoço para o lado em que a separação havia sido feita. Assim, o homem poderia contemplar o corte e se tornar mais humilde. Apolo deu volta ao rosto e puxou de todas as partes a pele para a região que agora chamamos de ventre, e aí, em seu centro, costurou-a assim como se costura um saco, deixando uma pequena cavidade. Pronto. Adivinhou o que é isso?