Archive for the 'Uncategorized' Category

Alguém prova que a guerra existiu?

setembro 22, 2009
Enéas fugindo após a guerra. Pintura de Rubens

Enéas fugindo após a guerra. Pintura de Rubens

 

A expectativa sobre escavações da Grécia Antiga é sempre enorme. Tanto é assim que inúmeros arqueólogos já afirmaram estar perto das ruínas de Atlântida. Esta semana, alguns estão dizendo terem encontrado vítimas da Guerra de Tróia.

Até agora, provou-se que as duas cidades envolvidas no conflito, Micenas e Tróia, existiram, mas nunca se comprovou que um conflito efetivamente ocorreu entre elas.

Arqueólogos turcos estão dizendo que encontraram dois corpos, o de um homem e o de uma mulher, que pertenceriam às primeiras linhas de defesa da cidade. Será?

Aí vai o link:

http://br.noticias.yahoo.com/s/22092009/40/entretenimento-arqueologos-turcos-encontram-cadaveres-da.html

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Ciclope de verdade

agosto 24, 2009

polifemo

Meu colega Leandro Narloch, jornalista também, voltou do Museu de Anatomia da USP com a seguinte notícia:

— Os ciclopes da mitologia grega podem ter sido inspirados em homens de verdade!

Quase não acreditei. Mas Leandro jurou que viu três cabeças de um olho só, preservadas no formol. Uma era ruiva. Depois dessa, nunca mais vou olhar um ciclope do mesmo jeito. Aliás, espero nunca ver um de verdade!

Obs: O Leandro recomenda a visita ao museu: “cheguei lá pensando que ia ser chato, museu pequeno, uma sala num canto do departamento lá na ponta da USP, mas ali são guardadas coisas assustadoras”.

Contra o lesbianismo

maio 1, 2008

Quem vive na ilha de Lesbos é o que? Lésbica? Lésbico? Acredite. Os gregos que nasceram nessa ilha perto da Turquia se incomodam com isso. E já tem até um movimento querendo mudar o nome da ilha pra Mytillini, o mesmo o nome da capital.

Lesbos era a terra de Safo, uma mulher rica, mas não muito bonita, que escreveu poemas contando sua amizade colorida com suas alunas mais novas. Safo as ensinava a dançar, cantar e seduzir, para que pudessem melhor agradar seus futuros maridos. A história está no livro O Calcanhar do Aquiles. Os versos de Safo ficaram famosos no mundo inteiro e criou-se então o termo lesbianismo, para designar as relações entre mulheres.

Os habitantes da ilha agora querem proibir uma organização gay e todo mundo de usar o termo lesbianismo. Não vão conseguir.

Aqui vai o link da matéria na BBC:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7376919.stm

Como eles corriam?

dezembro 20, 2007

Tá lá, no O Calcanhar do Aquiles, sobre os corredores:

“Os atletas iam na ponta dos pés, elevavam os braços acima dos ombros e também puxavam os joelhos para cima.”

Como dá para saber isso? Difícil… Mas a pista está nos vasos que os gregos pintaram. Este da foto está no Metropolitam, de Nova Iorque. É a taça do prêmio das competições Panatenaicas, em Atenas, que ocorriam a cada quatro anos.  Nesse caso, o tema da pintura indica que era para um corredor.

runners2.jpg

 Agora é se preparar para a São Silvestre…

Aristófanes, o pacifista

outubro 24, 2007

Quando alguém fala em pacifistas, em quem você lembra?

Gandhi?

Marther Luther King?

John Lennon?

São esses os nomes que aparecem quando alguém fala de movimento pacifista. Ninguém fala de Aristófanes.

Mas esse grego das antigas — um comediante, olha só – dava um show na hora de atacar os defensores da guerra.

Na sua peça A Paz, o personagem Trigeu vai até os céus para soltar a Paz, ela mesma, em pessoa, que estava presa em uma caverna. Ele sobe voando num besouro e retorna para a Terra com a dita cuja, a Paz.

Depois que ela aterrissa por aqui, fabricantes de lanças, de armaduras, de penachos e de escudos reclamam para o herói, que faz pilhérias dos mesmos. Ameaça transformar um pedaço de armadura em penico. Também ameaça pegar um penacho de capacete para espanador. Como Aristófanes deixava claro, só os fabricantes de armas se beneficiavam da guerra, enquanto os agricultores sempre levavam a pior.

Em outra peça de Aristófanes, Lisístrata, as mulheres decidem fazer greve de sexo para exigir que seus homens desistissem da guerra. E conseguem!

O interessante também é que Aristófanes citava nominalmente nas suas peças os nomes dos atenienses que defendiam a guerra nas assembléias políticas. Desse jeito, fazia o papel de uma espécie de imprensa crítica da época.